Atravesse com confiança a transição crucial para o ensino secundário, o primeiro smartphone e as redes sociais.
A passagem para o ensino secundário é uma das maiores transições na vida de uma criança e muitas vezes coincide com a chegada do primeiro smartphone e a entrada nas redes sociais. Crianças dessa idade estão lidando com novas amizades, maior independência e mudanças no corpo — tudo isso imersas no mundo digital. Comunicação aberta e limites claros são essenciais para ajudá-las a atravessar esse período com segurança.
Aliciamento online (grooming)
Try saying: "Às vezes, pessoas online vão criando confiança aos poucos e fazem você se sentir especial antes de pedir algo inadequado. Se alguém — mesmo da sua idade — te deixar desconfortável ou pedir para guardar segredo de mim, por favor me conte. Eu sempre vou acreditar em você."
Avoid: Não alerte apenas sobre 'estranhos': crianças nessa idade costumam ser aliciadas por pessoas que sentem conhecer e confiar online.
Comportamento em grupos de chat
Try saying: "Grupos podem ser divertidos, mas também podem azedar rápido. Você sempre pode sair de um chat que te deixe desconfortável e pode tirar print para me mostrar se algo te preocupar."
Avoid: Não proíba os grupos de chat sem conversar — isso isola socialmente a criança e empurra a atividade para a clandestinidade.
Pegada digital
Try saying: "Tudo o que você posta, compartilha ou comenta pode virar print e ser repassado. Antes de postar, pense: como eu me sentiria se um professor ou os meus avós vissem isso?"
Avoid: Não use táticas de medo sobre universidades e empregadores checando o feed — isso parece abstrato e irrelevante para uma criança de 12 anos.
Carregue o telefone durante a noite fora do quarto. Sem dispositivos depois do horário combinado à noite.
O uso do telefone tarde da noite está fortemente associado a privação de sono, ansiedade e exposição a conteúdos arriscados quando a criança está cansada e com a guarda baixa.
Todas as contas de redes sociais devem ser privadas. Os pais precisam saber os dados das contas e fazer checagens regulares.
Perfis públicos expõem as crianças a contatos indesejados, e checagens regulares mantêm a comunicação aberta sobre a vida online delas.
Sem envio, encaminhamento ou solicitação de imagens íntimas ou seminuas. Denuncie esses pedidos imediatamente.
Compartilhar imagens íntimas de menores de 18 anos é ilegal segundo a lei do Reino Unido, independentemente de quem tenha feito a foto. As crianças precisam entender isso com clareza.
Receber presentes, créditos ou itens de jogo de pessoas que você não conhece.
Essa é uma tática comum de aliciamento. Converse com a criança com calma, reúna informações e denuncie ao CEOP se houver indícios de que um adulto está mirando nela.
Retraimento súbito em relação à família, aos amigos ou a atividades antes apreciadas.
Explore com delicadeza o que está acontecendo online, verifique sinais de cyberbullying ou contato prejudicial e considere conversar com a escola se a mudança for marcante.
Proteger o telefone de forma incomum — levá-lo a todos os lugares, dormir agarrado a ele, entrar em pânico quando o aparelho é pedido.
Revise o acordo familiar sobre verificações do dispositivo. Aborde com curiosidade, não confronto: 'Notei que você está muito apegado ao telefone — está tudo bem?'
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